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1. Atitudes
de prevenção e contingência |
A criminalidade tem aumentado vertiginosamente (em duas décadas,
o índice de homicídios cresceu 112,74%, segundo
dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas
Eletrônicos de Segurança - ABESE).
Com a atual situação brasileira, cuja criminalidade
tem aumentado vertiginosamente (em duas décadas, o índice
de homicídios cresceu 112,74%, segundo dados da Associação
Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança
- ABESE), cuidados na hora de admitir funcionários e administrar
a edificação podem alterar o futuro do empreendimento
e das pessoas que usufruem e freqüentam as instalações.
Pensar em estratégias contra os riscos e ameaças
é mais do que ultrapassar a barreira da portaria. Ela é,
sim, o cartão de visitas do condomínio. E, não
menos importante, é o principal local pelo qual o profissional
de segurança vai poder detectar quem deseja penetrar nas
áreas internas, fazendo um verdadeiro raio-X do visitante,
para, posteriormente, conceder ou não o acesso.
Porém, existem outras formas de invadir espaços
e, conseqüentemente, de vistoriar situações
e ações dentro dos edifícios. Salas de monitoramento,
câmeras digitais, biometria, detectores infravermelhos e
conscientização de atitudes de prevenção
pessoal ao risco são algumas alavancas de suporte que a
equipe de segurança disponibiliza para executar o seu trabalho
com qualidade.
O que não se deve esquecer é que uma segurança
completa, eficiente e capaz de assegurar o patrimônio físico,
humano e tecnológico requer um plano bem dimensionado e
condizente com as reais necessidades do empreendimento.
Para isso, o responsável por gerenciar os trabalhos precisa
elaborar um programa de segurança e colocá-lo em
prática, em conjunto com as demais pessoas que também
trabalham no prédio. Além disso, é imprescindível
que todos tenham conhecimento sobre essas regras e que o encarregado
pela tarefa averigúe realmente o que está sendo
feito. |
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2. Plano
de Segurança |
Segundo Wilson da Silva, instrutor do IIR e diretor consultor
da Area Consultoria e Negócios, o Plano de Segurança
tem por objetivo fundamental estabelecer as normas gerais de conduta,
as condições e as metas do emprego dos meios e os
procedimentos técnicos e operativos, a fim de garantir
os melhores resultados para a preservação física
e psicológica das pessoas e a integridade do patrimônio.
A partir daí, o gerenciador ou responsável pela
área deve se ater a algumas medidas, como: perfil do possível
agressor externo e interno, condições atuais das
instalações, forma de trabalho dos funcionários,
além de ter pleno conhecimento de como o programa poderá
ser aplicado e qual o custo para essa implementação.
No primeiro quesito, ou seja, como detectar a ameaça humana,
é preciso saber qual é a sua linha de ação.
Wilson coloca as diferenças entre os dois tipos de agressores.
“O agressor externo, excluindo psicopatas e casos de vinganças,
trabalha sob imediatismo, conserva vaidade e auto-estima distorcidas,
é covarde, tem grande necessidade de ser admirado pelos
companheiros, além de possuir baixa tolerância para
frustrações. Já o interno pode ter o seguinte
perfil: ser usuário de drogas ou ter ambição
em demasia, estar passando por dificuldades financeiras, ter inveja
ou baixo comprometimento com a empresa, sendo, na maioria das
vezes, resultado de uma seleção deficiente”,
explica ele. Por isso, uma contratação cuidadosa,
que siga rigorosamente os pontos de cuidado, faz a grande diferença
no dia-a-dia da edificação. Veja as dicas no quadro
“Como contratar pessoas com segurança”.
Quanto ao estudo das vulnerabilidades das áreas internas
e externas do empreendimento, é necessário verificar
vias de acesso, a realidade da portaria, a qualidade das barreiras
que cercam o prédio, qual é a vizinhança,
condições gerais da Segurança Pública
na região e na cidade, disponibilizar tecnologia adequada
para o controle das áreas, orientação do
efetivo de funcionários e terceirizados, averiguar a situação
dos postos de vigilância, qual o período para o transporte
de carga e estar atento às atividades e localização
de caixas eletrônicos, se presentes na edificação.
A iluminação adequada em cada área a ser
vistoriada é um ponto chave para o sucesso de um bom monitoramento.
Verificar o andamento do trabalho de funcionários e manter
interface com atividades das áreas de produção,
manutenção e transporte também são
importantes requisitos básicos que Wilson coloca em seu
Planejamento de Segurança Patrimonial. É necessário
que haja um acompanhamento durante todos os turnos. Dar apoio
aos setores e saber cobrar na hora certa contribui para a qualidade
do serviço prestado e para a minimização
de riscos e incidentes.
Conhecer a fundo os detalhes desse plano e utilizar a comunicação
interna para divulgá-lo também faz parte deste processo
de implementação. O plano deve estar ao alcance
de todos os funcionários e usuários internos da
edificação para o cumprimento efetivo do seu papel:
ser executado. Para tanto, o responsável pela segurança
deve promover avaliações periódicas e treinamento
constante, conduzindo, sob orientações que dizem
respeito aos efetivos, as missões gerais e atribuições
dos postos.
O crachá é outro ponto que deve conter especificações
de cargo e área de trabalho para o controle de entrada
e saída, condizentes com o acesso permitido para tal ambiente.
Da mesma forma, é imprescindível que o visitante,
depois de corretamente identificado na portaria, receba o seu
cartão de acesso (limitado para certos ambientes) ou que
seja acompanhado por pessoa qualificada para circular pela empresa
ou edificação. |
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:: Fonte: Revista
INFRA - Ano 6 nº 50
:: Por: Érica
Marcondes - Jornalista Responsável. MTB 32235
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